Estados em ação
Localiza verbos de ligação que declaram um estado em vez de mostrá-lo — prioridade para ser e estar — e converte em comportamento ou imagem concreta que demonstre o mesmo.
Para cada ocorrência, a análise faz duas coisas em ordem: decodifica o que aquele estado significa naquele contexto específico — 'forte' como? 'nervosa' de que jeito? —, sempre a partir da cena e da Bíblia, nunca de um repertório genérico; depois converte em ação, comportamento ou imagem que demonstre o mesmo ('ele era forte' → 'ele erguia as caixas sem esforço'; 'ela estava nervosa' → 'ela roía a unha do polegar'). A prioridade recai sobre ser e estar, e depois parecer, ficar, permanecer, continuar, andar e viver quando usados como ligação. Ligações puramente funcionais que só situam a cena — 'era noite', 'a porta estava aberta' — não entram na análise, e declarações secas usadas deliberadamente como efeito de ritmo ou laconismo são tratadas como possível escolha de voz.